Praticar 30 minutos de exercícios todo dia já evita danos do sedentarismo

Isso segundo as novas diretrizes para prática de atividade física publicadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Mulher caminhando - Pexels

Caminhar, subir escadas, limpar a casa, desde que sejam atividades diárias com pelo menos 30 minutos, são vários os benefícios para a saúde, diz a OMS (Foto: Pexels)

Praticar de 30 a 40 minutos de exercícios todos os dias pode ajudar a evitar danos do estilo de vida sedentário, de acordo com novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolvidas em colaboração com a Universidade de East Anglia, do Reino Unido.

O estudo foi publicado no dia 25 de novembro no jornal científico British Journal of Sports Medicine e é o primeiro a fazer tal recomendação. Já que evidências ligam o tempo gasto com sedentarismo a problemas graves de saúde e risco aumentado de morte prematura.

As novas diretrizes envolveram mais de 40 cientistas de todo o mundo.

“A atividade física não é apenas benéfica para a saúde do corpo, mas ajuda a manter uma boa saúde mental e beneficia coisas como sono e função cognitiva. Ainda assim, globalmente, cerca de um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não são ativos o suficiente”, comenta a pesquisadora Karen Milton, da Universidade de East Anglia, citada pelo site argentino IntraMed.

Recomendações da OMS

O estudo recém-publicado fornece um consenso sobre os impactos da atividade física e do comportamento sedentário na saúde desde a infância até a velhice e atualiza as recomendações globais da OMS para a saúde física, publicadas em 2010.

As novas diretrizes incluem a recomendação para que crianças e adolescentes façam pelo menos 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa e limitem o tempo que passam sedentários, particularmente em frente a uma tela (computador e celular, especialmente).

Enquanto isso, os adultos devem realizar de 150 a 300 minutos semanais de atividade física aeróbica de intensidade moderada e também limitar o sedentarismo.

Todas as atividades físicas contam, diz a equipe de pesquisa, desde subir escadas em vez do elevador; caminhar ao redor do quarteirão; fazer jardinagem; realizar tarefas domésticas; correr ou andar de bicicleta; até treinos intervalados de alta intensidade ou esporte em equipe.

Quem não consegue atender a essas recomendações deve começar aos poucos e aumentar gradativamente a frequência, intensidade e duração da atividade física ao longo do tempo, afirmam os cientistas.

Diretrizes para todos

As recomendações da Organização Mundial de Saúde destacam a importância de atividades aeróbicas e fortalecimento muscular para grupos muitas vezes ignorados, como pessoas com doenças autoimunes, deficientes e mulheres grávidas.

“Consideramos as evidências de estudos com pessoas com deficiência, assim como de estudos com pessoas sem deficiência. Quando as evidências eram escassas para pessoas com deficiência especificamente, tivemos que julgar se havia razão para pensar que as evidências e recomendações para a população em geral não se aplicariam. O grupo de especialistas concluiu que as recomendações para pessoas com deficiência são consistentes com as demais. Isso se aplica a crianças e adultos”, explica a pesquisadora Karen Milton, também da East Anglia e citada pelo IntraMed.

A especialista lembra que toda atividade física conta e quanto mais frequente, melhor. “É importante ressaltar que não há riscos significativos para pessoas com deficiência serem fisicamente ativas quando o mesmo exercício é recomendado um indivíduo saudável, já que os benefícios superam os riscos”, completa a cientista.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.