Bush, Clinton e Obama devem tomar a vacina da covid-19 em frente às câmeras

Os três ex-presidentes dos EUA decidiram ajudar a conscientizar os americanos sobre a necessidade de tomar o imunizante para o SARS-CoV-2

Clinton Bush e Obama

Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama estão decididos a mostrar para os americanos que a vacina contra covid-19 não é perigosa (Foto: Facebook/ThePresidentsCup/Reprodução)

De acordo com notícia divulgada pela emissora americana CNN nesta quinta (3/12), os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton se ofereceram como voluntários para tomar vacina contra covid-19 em frente às câmeras para promover a confiança do público na segurança do imunizante.

Essa atitude será tomada assim que a Food and Drug Administration (FDA), espécie de Vigilância Sanitária dos Estados Unidos, autorizar o uso de alguma das vacinas que estão sendo desenvolvidas para o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Os três ex-presidentes americanos, citados pela emissora, esperam que a campanha de conscientização promova confiança na segurança e eficácia dos imunizantes, enviando uma mensagem poderosa enquanto as autoridades de saúde pública dos EUA tentam convencer o público a tomar a vacina.

Freddy Ford, ex-chefe de gabinete de Bush, afirma à CNN que o filho de George Bush procurou o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (EUA), e a médica Deborah Birx, coordenadora da resposta ao coronavírus da Casa Branca, para ver como poderia ajudar a promover o imunizante para covid-19.

“Primeiro, as vacinas precisam ser consideradas seguras e administradas às populações prioritárias. Depois, o presidente Bush entrará na fila para receber e ficará feliz em fazê-lo diante das câmeras”, comenta Ford à CNN.

Em relação ao ex-presidente Bill Clinton, seu assessor de imprensa, Angel Urena, diz à emissora que o marido de Hillary Clinton também estaria disposto a tomar a vacina em público para promovê-la.

“O presidente Clinton certamente tomará uma vacina assim que estiver disponível para ele, com base nas prioridades determinadas pelas autoridades de saúde pública. E ele o fará em um ambiente público se ajudar a incentivar todos os americanos a fazerem o mesmo”, afirma Urena.

Por sua vez, Barack Obama, em entrevista à plataforma americana de áudio e música SiriusXM (deve ir ao ar nesta quinta, dia 3), comenta que, se Fauci disser que um imunizante contra o coronavírus é seguro, ele acreditará.

“Confio em pessoas como Anthony Fauci, que conheço e com quem trabalhei. Então, se ele me disser que a vacina é segura e pode ser tomada, ou seja, que irá imunizá-lo da covid, com certeza, vou tomá-la […] Posso acabar exibindo na TV ou filmando, apenas para que as pessoas saibam que eu confio na ciência, e o que não confio é em ter covid”, diz o ex-presidente, citado pela CNN.

Obama agora também pretende usar sua posição pós-presidência para uma campanha de conscientização pública.

Na entrevista ao SiriusXM, o ex-presidente reconhece o problema da negação da vacina, que alguns especialistas em saúde temem que possa fazer com que as minorias – que foram mais afetadas pela pandemia do SARS-CoV-2 – evitem tomar a injeção.

“O fato é que as vacinas são o motivo pelo qual não temos mais poliomielite; a razão pela qual não temos um monte de crianças morrendo de sarampo, varíola e doenças que dizimavam populações e comunidades inteiras”, comenta Barack Obama, novamente citado pela CNN.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.