Câmera de navio registra meteoro explodindo no céu da Tasmânia

A gravação em preto e branco mostra a rocha espacial deixando um rastro brilhante até se despedaçar perto da ilha que pertence à Austrália

Meteoro cai perto da Austrália

Câmera instalada em navio de pesquisa registra a queda de um meteoro próximo à Austrália (Foto: CSIRO/Reprodução)

Flagrar um fenômeno astronômico é sempre empolgante. É o caso de um meteoro que explodiu no céu noturno próximo à costa da Tasmânia, ilha que pertence à Austrália.

A bola de fogo foi capturada pela câmera que realiza transmissões ao vivo (lives) instalada num navio de pesquisa administrado pela Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth, sediada na Austrália.

O meteoro foi avistado pela tripulação da ponte nesta quarta (19/11), que então o relatou à equipe de cientistas. O vídeo capturou o fenômeno astronômico às 21h21 do horário local (8h21 no horário oficial de Brasília), enquanto o navio estava a cerca de 100 km ao sul da costa da Tasmânia.

De acordo com a tripulação, citada pela edição australiana do site Gizmodo, a rocha espacial era verde brilhante e ao explodir, se espalhou no céu.

“O que vimos na análise das imagens da transmissão ao vivo nos surpreendeu: o tamanho e o brilho do meteoro foram incríveis. Ele cruzou o céu diretamente na frente do navio e depois se quebrou. Foi incrível de assistir e tivemos a sorte de capturar tudo na transmissão ao vivo do navio”, diz John Hooper, gerente do navio, citado pelo Gizmodo.

De acordo com a organização de pesquisa, nenhuma outra evidência visual da bola de fogo apareceu ainda. A Organização Internacional de Meteoro também não relacionou ainda o aparecimento da rocha espacial em seu site oficial.

“As câmeras estão por toda parte, em nossos bolsos e ao redor de nossas cidades, mas elas precisam ser apontadas para o lugar certo na hora certa”, afirma Greg Nagle, especialista em astronomia e ciência espacial da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth, citado pelo site australiano.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.