Única girafa branca que restou no mundo é fotografada graças ao GPS

O animal vive dentro de uma comunidade conservacionista do Quênia e vem sendo monitorado para evitar que seja morto por caçadores ilegais

Girafa Branca

A raríssima girafa branca do Quênia não tem albinismo, e sim, leucismo (Foto: Hirola Conservancy/Divulgação)

Graças a um rastreador munido de GPS, no dia 8 de novembro a comunidade conservacionista Ishaqbini Hirola, em Ijara, no condado de Garissa, no Quênia, conseguiu registrar imagens da única girafa branca conhecida em todo mundo. A informação foi divulgada pelo site queniano Citizen TV.

O macho possui uma condição chamada leucismo (característica genética rara) e até março de 2020 era uma das três girafas brancas na comunidade Ishaqbini Hirola. No entanto, uma fêmea e seu filhote foram mortos por caçadores ilegais.

Um pequeno GPS foi colocado no ossicone (chifre) do animal, que é um jovem adulto. O equipamento fornece atualizações de sua localização de hora em hora, permitindo que os guardas monitorem os movimentos da rara girafa diariamente e, ao fazerem isso, conseguem manter o macho afastado dos caçadores.

(Foto: Hirola Conservancy/Divulgação)

De acordo com o Citizen TV, a área de pastagem da girafa recebeu boas chuvas recentemente e a vegetação abundante está ajudando na dieta do animal.

Ishaqibini foi estabelecida como uma comunidade de conservação pelas tribos Hara, Kotile e Korisa, do Quênia, com o objetivo de preservar o ecossistema dentro de Ijara, ao mesmo tempo em que garantem o sustento dos nativos. Até o momento, segundo o site queniano, 58 pessoas da comunidade receberam emprego no monitoramento dos animais silvestres.

Além da girafa branca, Ijara também abriga o antílope hirola, que está ameaçado de extinção, com uma população selvagem estimada em 450 indivíduos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.