Mulheres de 50 a 60 anos são mais propensas à covid-19 de longa duração

Essa constatação faz parte de um estudo recente realizado pela King’s College de Londres que verificou a diferença na resposta imunológica de acordo com o gênero

Mulheres - Pixabay

Mulheres entre 50 e 60 anos podem ter sintomas duradouras da covid-19, de acordo com pesquisa recém-publicada (Foto: Pixabay)

Mulheres com idades entre 50 60 anos podem ter mais risco de desenvolver covid-19 de “longa duração”, sugere um estudo recente. Além da idade, cinco ou mais sintomas na primeira semana de doença também foram associados a um risco elevado de problemas duradouros em decorrência do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

A pesquisa, realizada pela King’s College de Londres, na Inglaterra, analisou dados de 4.182 usuários do aplicativo Covid Symptom Study que estavam constantemente registrando informações de saúde e que testaram positivo para o vírus.

Em geral, as mulheres tinham duas vezes mais chances de sofrer de sintomas prolongados (mais de um mês) da infecção causada pelo SARS-CoV-2, em comparação com os homens – mas apenas até por volta dos 60 anos, quando os riscos se igualaram.

As descobertas

No estudo, publicado no repositório científico online medRxiv na última quarta (21/10), a covid-19 de longa duração afetou cerca de 22% das pessoas com mais de 70 anos, com sintomas durante quatro semanas ou mais, em comparação com 10% das pessoas com idade entre 18 e 49 anos.

Para mulheres na faixa etária de 50 a 60 anos, esses dois fatores de risco pareceram se combinar: elas tinham oito vezes mais probabilidade de apresentar sintomas duradouros de covid-19 em comparação com as de 18 a 30. No entanto, a maior diferença entre homens e mulheres foi observada entre os que tinha de 40 a 50 anos: o risco do público feminino de desenvolver a doença duradoura foi o dobro dos homens.

“Esse padrão é semelhante ao que se vê em doenças autoimunes. Artrite reumatoide, doenças da tireoide e lúpus são duas a três vezes mais comuns em mulheres até pouco antes da menopausa, e então se tornam mais semelhantes”, comenta o pesquisador Tim Spector, um dos autores do estudo, citado pelo jornal britânico The Guardian.

O palpite do cientista é que a forma como o sistema imunológico de cada gênero responde ao novo coronavírus pode ser responsável por essa diferença.

Vale dizer que a pesquisa ainda não foi revisada por outros cientistas.

As descobertas apontam ainda que experimentar cinco ou mais sintomas durante a primeira semana de desenvolvimento de covid-19 estaria associado a um risco elevado de sintomas duradouros.

Outros fatores que o estudo associou ao risco elevado de desenvolver a doença de longa duração incluíam excesso de peso e asma.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.