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Estudo confirma ameaça do glitter ao meio ambiente

Apesar de serem comuns em festas como o Carnaval, glitter e purpurina são poluentes perigosos que afetam a vida marinha (Foto: Pixabay)

Especialmente no Carnaval, o glitter é um “acessório” considerado indispensável por muitos. Porém, cientistas encontraram evidências de que esse brilho, comum também em cosméticos, pode prejudicar rios e lagos.

Além disso, as alternativas biodegradáveis não são melhores para o meio ambiente do que os microplásticos coloridos, que podem entrar em rios e oceanos, levando muitos anos para se degradar.

No ano passado, especialistas chegaram a pedir a proibição do uso de glitter por causa das preocupações de que as minúsculas partículas poluiriam os oceanos e prejudicariam a vida marinha.

Estudo preocupante

O estudo atual, publicado no final de setembro no jornal científico Journal of Hazardous Materials, diz ter a primeira evidência direta de impactos ambientais dessas micropartículas.

Testes realizados em laboratório pela Universidade Anglia Ruskin, do Reino Unido, revelam que todos os tipos de purpurina e glitter afetam o crescimento das plantas de lagos e de algas microscópicas.

“Glitter pode ter os mesmos efeitos que outros microplásticos e não deve ser liberado em grandes quantidades no meio ambiente. E se você está usando como maquiagem, seria sensato limpá-lo e colocá-lo no lixo em vez de lavá-lo na pia”, orienta a pesquisadora Dannielle Green, coautora do estudo, em entrevista à emissora britânica BBC.

O glitter tradicional consiste num núcleo de plástico do tipo PET (poliéster), que é revestido com alumínio e então coberto com outra fina camada plástica.

Alternativas “sustentáveis”

Tem havido esforços para eliminar o material feito de PET com a introdução de alternativas mais biodegradáveis.

Uma delas é a versão feita de celulose, revestida de alumínio, para gerar reflexo, e coberta com uma fina camada de plástico. Outra é o glitter de mica, cada vez mais utilizado em cosméticos.

Para testar os efeitos do glitter, os pesquisadores coletaram água, sedimentos e plantas do rio Glaven, em Norfolk, no Reino Unido.

Eles criaram lagos em miniatura no laboratório, que receberam seis tipos diferentes de purpurina e glitter.

Todos diminuíram a abundância de plantas comuns, como lentilha d’água, bem como algas microscópicas.

A forma biodegradável da celulose também aumentou a abundância de um caracol não nativo, o que, segundo os cientistas, pode levar a mais problemas na cadeia alimentar.

Os experimentos testaram os efeitos de grandes quantidades de microplástico, semelhante ao utilizado em eventos culturais como Carnaval e festivais.

O impacto em plantas e caracóis foi observado após 36 dias; não se sabe o que acontece a longo prazo.

Categories: Ciência
João Paulo Martins:

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