Cientistas criam alternativa para uso de animais em testes

Escoceses produziram um sistema de pele humana que pode ajudar empresas farmacêuticas e de cosméticos a melhorarem os produtos e evitarem os bichinhos

Coelho na gaiola - Pixabay

Expectativa é que o novo produto substitua os animais usados em testes pelas farmacêuticas e empresas de cosméticos (Foto: Pixabay)

Pesquisadores da Universidade de Dundee, na Escócia, desenvolveram uma alternativa ao uso de animais em fábricas de cosméticos. Eles desenvolveram um sistema de cultura de pele humana que imita a pele viva intacta.

A Dra. e o Dr., fundadores da Ten Bio Ltd. criaram este sistema chamado “TenSkin” para imitar a tensão e o estiramento da pele real.

“A pele que reveste nosso corpo está sob tensão, isso já se sabe há muito tempo. Outros modelos não incorporam essa tensão, por isso nosso produto é mais eficaz. Quando a pele é removida do corpo, ela se contrai quando a tensão diminui. Esticando até a tensão ideal, criamos um modelo que permitirá às empresas farmacêuticas e de cosméticos gerar dados pré-clínicos que serão muito mais tangíveis do que provavelmente será visto na clínica”, explica Michael Conneely, um dos criadores do chamado “tenskin”, citado pelo site da universidade escocesa.

Segundo os cientistas, mais de 90% dos medicamentos comprovadamente seguros e eficazes em animais falham durante os ensaios clínicos. “Nosso modelo ajudará a reduzir essa taxa de falha cara. Nossa pesquisa, agora, oferece uma alternativa aos experimentos, atualmente feitos apenas em animais, e também fornece uma ferramenta para pesquisas de biologia da pele”, comenta Robyn Hickerson, co-autora do estudo, também citada pelo site da instituição de ensino.

Os testes em animais ainda são uma prática comum. A indústria de cosméticos é frequentemente criticada pelo uso de cobaias, mas não é a única que usa o método considerado cruel pelos ativistas. As farmacêuticas continuam a usar esse método para testar se os medicamentos são potencialmente adequados às pessoas.

Os pesquisadores que criaram o “TenSkin” esperam reduzir o uso de animais também em pesquisas relacionadas à pele.

“Há uma desconexão entre animais e humanos quando você está tentando desenvolver uma terapia. Embora as cobaias possam servir como bons análogos para estudar princípios gerais, eles geralmente falham quando se trata de detalhes específicos devido às diferenças entre as espécies animal e humana. Esses detalhes são importantes quando se trata de desenvolver medicamentos seguros e eficazes”, diz Hickerson à Universidade de Dundee.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.