Toxina mata centenas de elefantes em Botsuana

Os animais foram vítimas de uma cianobactéria que contaminou reservatórios de água no país africano que tem a maior população de paquidermes

Elefante - Pixabay

Mais de 300 elefantes morreram em Botsuana, na África, devido ao envenenamento provocado por uma cianobactéria (Foto: Pixabay)

Se não bastasse a pandemia do coronavírus, uma triste notícia que vem de Botsuana, na África: centenas de elefantes morreram no famoso Delta do Okavangodevido ao envenenamento por cianobactérias.

A informação consta de um comunicado emitido pelo departamento de vida selvagem na última segunda (21/9) e citado pelo site ScienceAlert.

O país possui a maior população de elefantes do mundo, estimada em cerca de 130 mil.

Mais de 300 paquidermes morreram “misteriosamente” desde março. Como as presas (marfim) estavam intactas, foi descartada a hipótese de caçadores ilegais.

“As mortes foram causadas por envenenamento por cianobactérias que cresciam em reservatórios de água ou bebedouros”, explica o veterinário Mmadi Reuben, do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais de Botsuana, citado pelo site americano.

Segundo ele, as mortes cessaram no final de junho de 2020, coincidindo com as secas dos reservatórios.

Toxina na água

Um relatório inicial das mortes incomuns de elefantes, divulgado dia 25 de abril, identificou casos perto da aldeia de Seronga, e os números começaram a aumentar no mês seguinte.

De acordo com as autoridades responsáveis pela vida selvagem, cerca de 330 animais morreram e os exames de sangue foram consistentes com uma espécie de cianobactéria que produz neurotoxinas.

Os exames foram realizados em laboratórios especializados na África do Sul, Canadá, Zimbábue e Estados Unidos.

O governo de Botsuana afirma que continua os estudos sobre a ocorrência da cianobactéria.

O ScienceAlert lembra que, no inverno, os elefantes costumam se hidratar ao consumir raízes e cascas, especialmente do baobá.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.