Russos descobrem urso das cavernas de quase 40 mil anos

O animal ficou extremamente bem preservado no solo congelado da Sibéria, sendo possível até analisar seus órgãos internos

Urso das cavernas

O urso das cavernas descoberto na região de Yakutia viveu entre 22.000 e 39.500 anos atrás (Foto: North-Eastern Federal University/RIAEN/Divulgação)

Bem acima do Círculo Polar Ártico existe um grupo de ilhas remotas da Sibéria, onde cientistas enfrentam temperaturas abaixo de zero em busca de criaturas extintas preservadas no permafrost (solo congelado).

Chamadas de Lyakhovsky, as ilhas acabam de gerar uma descoberta incrível: um urso das cavernas adulto perfeitamente preservado – com nariz, dentes e órgãos internos ainda intactos.

O achado, compartilhado pela Universidade Federal do Nordeste, em Yakutsk, Rússia, no dia 14 de setembro, revela que o animal viveu entre 22 mil e 39,5 mil anos atrás – a espécie Ursus spelaeus viveu durante a última Era do Gelo e foi extinta há 15 mil anos.

Exemplar único

“Esta é a primeira e única descoberta desse tipo: uma carcaça de urso inteira com tecidos moles”, diz a pesquisadora Lena Grigorieva, no comunicado recém-divulgado no site da universidade russa.

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(Foto: North-Eastern Federal University/RIAEN/Divulgação)

Até agora, os cientistas haviam descoberto apenas esqueletos de urso das cavernas – nunca um espécime totalmente intacto.

Esses animais antigos vagavam na maior parte da Europa e da Ásia, que ainda estavam cobertas de geleiras, compartilhando a paisagem com mamutes lanosos, tigres dentes-de-sabre e preguiças gigantes.

Espécie de grande porte

Os ursos da caverna eram criaturas enormes: os machos podiam pesar até uma tonelada, cerca de 226 kg mais pesado do que os maiores ursos vivos atualmente.

Greigorieva e seus colegas disseram, no comunicado, que a idade do animal descoberto é uma estimativa até que seja feita a datação por carbono. Eles também esperam estudar a carcaça com mais detalhes e realizar uma análise genética.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.