Rússia quer enviar missão independente a Vênus

Agência espacial Roscosmos anunciou que enviará uma espaçonave ao planeta para confirmar o estudo que descobriu um sinal de vida nele

Planeta Vênus - Nasa JPL

Agência espacial russa quer saber se há mesmo vida no planeta Vênus (Foto: Nasa/JPL/Divulgação)

Depois do estudo britânico que identificou na atmosfera de Vênus o gás fosfina, que é considerado uma assinatura biológica da presença de seres vivos, a Roscomos, agência espacial estatal da Rússia, fez um comunicado na última terça (15/9) afirmando que o planeta vizinho da Terra é “russo”.

Segundo informações divulgadas pelo jornal russo The Moscow Times, durante a exposição HeliRussia 2020, realizada na cidade de Krasnogorsk, Dmitry Rogozin, chefe da Roscosmos, revela que pesquisas anteriores feitas por cientistas russos indicaram que Vênus é inóspito à vida.

“Nosso país foi o primeiro e único a pousar com sucesso em Vênus. A espaçonave russa reuniu informações sobre o planeta e é uma espécie de inferno lá”, comenta Roghozin, citado pelo periódico.

Nova missão

A Roscosmos também anunciou na terça (15/9) que tem planos para lançar uma expedição russa independente a Vênus, “sem qualquer tipo de cooperação internacional”.

Conforme o Moscow Times, a missão espacial será realizada em conjunto à missão Venera-D, anunciada em 2016 e que deve analisar a atmosfera do nosso vizinho entre 20 e 60 km de altitude. Esse programa conta com a ajuda da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa).

Curiosamente, após a publicação do estudo sobre a descoberta de fosfina em Vênus na revista científica Nature Astronomy, na segunda (14/9), o programa Breakthrough Initiatives, financiado pelo bilionário russo Yuri Milner, anunciou que financiará uma pesquisa “sobre a possibilidade de vida primitiva” nas nuvens tóxicas do planeta “gêmeo” da Terra. A iniciativa será liderada pela cientista Sara Seager, do Intituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), dos EUA.

Vale lembrar que Vênus está a cerca de 40 milhões de km de distância da gente e é o planeta mais quente do sistema solar, com a temperatura chegando a 482º C em sua superfície.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.