Planta australiana tem veneno igual ao do escorpião

Chamada de ferrão do mato, a árvore é típica de Queensland e possui estruturas em forma de microagulhas nas folhas que injetam uma perigosa toxina

Gympie ferrão - Wikimedia

Apesar de parecerem inofensivas, as folhas da árvore ferrão do mato são extremamente tóxicas (Foto: Wikimedia/Reprodução)

As toxinas produzidas pela árvore ferrão do mato (Dendrocnide moroides), da Austrália, são tão fortes que se assemelham às das aranhas e escorpiões, afirma um novo estudo.

As descobertas, publicadas na revista científica Science Advances na última quarta (16/9), mostram que as pessoas picadas pelas folhas dessas plantas primeiro sentem uma queimação intensa.

Depois de várias horas, surge uma dor semelhante à de uma batida na porta de carro. Isso pode durar dias ou até semanas, segundo os cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália.

Os pesquisadores descobriram que a estrutura molecular do veneno é semelhante a um nó, permitindo que a toxina se emaranhe e atinja repetidamente os receptores de dor da vítima.

Planta típica

A perigosa árvore possui folhas largas em formato oval ou coração, cobertas por pelos em forma de agulha, e são encontradas principalmente nas florestas tropicais do nordeste do estado de Queensland.

No parque nacional localizado nessa região, existem várias placas de alerta informando aos turistas que não toquem nas temidas plantas.

“As espécies australianas de árvores com ferrão são particularmente notórias por produzirem uma picada extremamente dolorosa”, afirma a pesquisadora Irina Vetter, uma das autoras do estudo, citada pela emissora americana CNN.

Ainda segundo a especialista, os apêndices em forma de agulha parecem pelos, mas, na verdade, agem como agulhas hipodérmicas que injetam toxinas quando entram em contato com a pele.

No artigo recém-publicado, a nova neurotoxina foi chamada de “gimpietidas”.

“Ao compreender como essa toxina funciona, esperamos fornecer um tratamento melhor para aqueles que foram picados pela planta, para aliviar ou eliminar a dor”, comenta Vetter.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.