Sabia que DiCaprio realmente cortou a mão em Django Livre?

Revelamos três curiosidades sobre o filme dirigido por Quentin Tarantino e que homenageia o estilo “faroeste spaghetti”, criado pelos italianos entre 1960 e 1970

Christoph Waltz e Jamie Foxx em cena de Django Livre1

O filme Django Livre garantiu um Oscar para o ator Christoph Waltz (esq.) (Foto: The Weinstein Company/Reprodução)

Os fãs de cinema continuam ansiosos para ver a versão estendida do filme Django Livre (2013), dirigido pelo badalado Quentin Tarantino.

Ele falou sobre o assunto em 2019, em entrevista para o site Slashfilm: “Na verdade, criei uma versão do diretor de Django. São cerca de três horas e 15 minutos, ou três horas e 20, algo assim. Eu não faria como uma minissérie porque é melhor como um filme. Pensei nessa ideia, mas funciona melhor como filme. Apenas mais longo. Então, eu realmente fiz isso. Estamos apenas esperando o Era Uma Vez em Hollywood [também foi estendido] e vamos lançar eventualmente”.

Django Livre possui oiriginalmente duas horas e 45 minutos de duração. Ele se passa em 1858 no sul dos Estados Unidos: o escravo negro Django (Jamie Foxx) recupera sua liberdade graças ao Dr. King Schultz (Christoph Waltz), um caçador de recompensas de origem alemã.

Os dois fazem um pacto: Django, que provou ser muito habilidoso com arma, ajudará Schultz a pegar os temíveis irmãos Brittle, em troca, o médico colaborará com Django para libertar sua esposa Broomhilda (Kerry Washington) que acabou como escrava na plantação do pérfido Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), um dos proprietários de terras mais ricos do Mississippi.

Tarantino dez de Django uma espécie de homenagem aos filmes de “faroeste spaghetti”, que eram produzidos na Itália entre 1960 e 1970 e consagraram diretores como Sergio Leone – uma das produções mais famosas é Três Homens em Conflito (1966) com Clint Eastwood e Lee Van Cleef.

Django Livre recebeu cinco indicações ao Oscar e levou duas estatuetas: para o formidável Christoph Waltz, como Melhor Ator Coadjuvante, e como Melhor Roteiro Original. Também foi sucesso nas bilheterias, arrecadando US$ 425 milhões (cerca de R$ 2,25 bilhões) em todo o mundo.

Confira três curiosidades sobre o 10º longa dirigido por Quentin Tarantino:

Sangue de Leonardo DiCaprio:

Stacy Sher, produtora do filme, disse em entrevista à revista Variety que, durante as filmagens de Django Livre, o premiado ator Leonardo DiCaprio acidentalmente bateu tão forte com a mão na mesa que quebrou um copo de vidro e se machucou de verdade. Apesar de estar com o sangue escorrendo, o ator continuou a atuar. No final da tomada, DiCaprio foi tratado no hospital e levou vários pontos. A cena foi mantida por Tarantino

A cena em que Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) corta a mão ocorreu de forma real no set de filmagem (Foto: The Weinstein Company/Reprodução)

Menção ao filme spaghetti Django, de 1966

Tarantino quis homenagear o diretor italiano Sergio Corbucci e incluiu o ator Franco Nero, que participou de Django original numa das cenas. O ator interpreta Amerigo Vassepi, um comerciante de escravos que conhece Django e pergunta seu nome. Ao responder “Django”, Amerigo retruca: “Eu sei”

O ator italiano Franco Nero (dir.) interpretou Django em 1966 e apareceu no longa de Tarantino em 2013 (Foto: The Weinstein Company/Reprodução)

Desavenças entre Morricone e Tarantino

Depois de trabalhar no filme, o célebre compositor italiano Ennio Morricone (responsável por sucessos como a música de Três Homens em Conflito) afirmou que não iria mais colaborar com Quentin Tarantino porque não gostou da forma como o diretor incluiu as composições no longa. No entanto, o compositor italiano mudou de ideia e três anos depois voltou a trabalhar com Tarantino em Os Oito Odiados (2015). Desta vez, a trilha sonora rendeu a Morricone seu primeiro Oscar

O tema de Três Homens em Conflito é um clássico do cinema

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