Orca que carregou filhote morto por 17 dias dá à luz de novo

A baleia assassina causou comoção mundial em 2018 ao carregar o filhote morto, mas, agora, ela foi vista com uma nova cria, saudável, nadando ao lado da mãe

Baleia Orca Carrega Filhote Morto

Em 2018, o mundo ficou triste ao ver a imagem da baleia orca que carregou o filhote morto durante 17 dias e 1,5 mil km (Foto: Michael Weiss/Center for Whale Research/Divulgação)

Uma baleia orca que vive no oceano Pacífico perto de Washington, nos Estados Unidos, e Colúmbia Britânica, no Canadá, partiu corações em todo o mundo ao carregar o filhote morto por 17 dias e 1,5 mil km em 2018.

Mas para alegria geral, um membro da Associação do Pacífico de Observação de Baleias – possui membros americanos e canadenses – avistou a orca de 22 anos, conhecida pelo apelido de Talequah, com um novo filhote em agosto de 2020.

“Vimos pela primeira vez a baleia e seu filho longe do grupo principal. Enquanto observávamos, rapidamente percebemos que havia uma barbatana muito pequena enfiada ao lado deles”, diz a naturalista Sarah McCullagh, citada pelo sote canadense Global News.

“Eu estava muito animada pela Talequah após a perda que ela sofreu alguns anos atrás. Claro que eu chorei”, completa a pesquisadora.

Cientistas registraram o novo filhote da orca em agosto deste ano (Foto: Katie Jones/Center for Whale Research/Divulgação)

Filhote saudável

A ONG Centro de Pesquisa de Baleias (EUA) informa em seu site o nascimento e acrescenta que o novo filhote parece “feliz e precoce” e “nadava vigorosamente ao lado da mãe no segundo dia de nado livre”.

De acordo com a entidade, as baleias assassinas vêm enfrentando problemas nutricionais nos últimos anos, o que gera uma grande porcentagem de gestações problemáticas com cerca de 40% de mortalidade de filhotes.

Como mostra o Global News, as orcas residentes nessa região do Pacífico continuam ameaçadas de extinção, e os cientistas acreditam que a falta de salmão chinook (Oncorhynchus tshawytscha), principal fonte de alimento delas, junto com o ruído marinho e a poluição ambiental agravam o risco.

Mesmo com o nascimento do filhote da Talequah, restam apenas 73 baleias no grupo, diz o site canadense.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.