Leucemia linfoide: entenda a doença da atriz Suzana Vieira

Esse tipo de câncer afeta a produção dos linfócitos B, responsáveis pelo sistema de defesa do organismo

Suzana Vieira - GShow

Em conversa com Serginho Groisman, a atriz Suzana Vieira revelou ser vítima da leucemia linfoide (Gshow.globo.com/Reprodução)

Em conversa com o apresentador Serginho Groisman no programa Altas Horas, exibido no último sábado (5/9), a atriz Suzana Vieira revelou ser vítima da leucemia linfoide crônica.

“Eu jamais podia imaginar que fosse acontecer comigo, porque eu sou, talvez ‘invejada’, pela minha energia, meu alto astral […] Corro atrás da minha saúde, vou nos melhores médicos, faço academia, alongamento, balé. Então quando soube que estava com uma doença que podia ser fatal, porque a leucemia leva à morte ou a um tratamento gravíssimo, a primeira coisa que perguntei foi: ‘Eu vou morrer?’”, diz a famosa artista em conversa por vídeo.

A atriz de 78 anos revelou ainda que sua leucemia não pode ser tratada por meio de intervenção cirúrgica. “Ela é crônica, então eu tenho um câncer como se fosse uma bomba dentro de mim, mas que me estimula a dizer que vou vencer, que isso não me pertence”, completa Suzana no Altas Horas.

Entenda a doença

Segundo informativo produzido pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), a leucemia linfoide é mais comum no Ocidente e se caracteriza por ser bem diferente dos outros tipos de leucemia: em alguns casos não há necessidade de tratamento – conforme decisão do médico.

“Tudo acontece quando os linfócitos, por conta de um erro genético, passam a se desenvolver de forma descontrolada e param de realizar suas funções. A leucemia linfoide é considerada crônica porque essa alteração provoca o crescimento desordenado de linfócitos B [produz anticorpos]”, diz trecho do informativo da Abrale.

Os cientistas ainda não sabem como a doença surge, mas garantem que ela não é hereditária. Na maior parte dos casos, a leucemia linfoide afeta pessoas com mais de 50 anos. “Não há registros de crianças que tenham sido diagnosticadas com a doença”, revela a Abrale.

Alguns fatores de risco estão associados ao aparecimento do problema, como estilo de vida ou fatores ambientais, mas ainda não existem comprovações científicas.

Sintomas mais comuns

De acordo com a Abrale, os sinais mais comuns de leucemia linfoide são:

  • Fadiga
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Aparecimento de gânglios (nódulos) no pescoço, virilha e axila
  • Suor noturno
  • Febre não relacionada a infecções

A doença pode ser diagnosticada por diversos meios, incluindo exame de sangue, que costuma ser o primeiro solicitado pelo médico. Porém, a biópsia da medula óssea também costuma ser usada para contagem de linfócitos.

Tratamentos recomendados

Quando é o caso, existem algumas terapias recomendadas para a leucemia linfoide, como mostra a Abrale.

Como se trata de um tipo de câncer, a quimioterapia costuma ser indicada, mas o especialista vai observar a idade, o estado de saúde geral, a presença ou não de outras doenças.

Outro tratamento que vem sendo usado é a imunoterapia, uma opção moderna e que vem sendo feita pela apresentadora Ana Maria Braga em sua luta contra o câncer de pulmão.

“As células cancerígenas são muito espertas e, por crescerem de forma rápida e descontrolada, podem enganar o sistema imunológico, para que ele não as veja como uma ameaça ao desligar a resposta imune ou parar as funções imunológicas que poderiam destruí-las. Com isso, a imunoterapia faz com que o próprio sistema imunológico reconheça as células doentes e as ataque”, afirma o informativo da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.