Em meio à crise com Messi, presidente do Barcelona é investigado

Polícia acusa Josep Bartomeu de desviar dinheiro do clube espanhol por meio da empresa de mídia social I3 Ventures

Lionel Messi no Barcelona - Instagram

Segundo matéria do El Mundo, enquanto Messi briga para sair do Barcelona, presidente do clube espanhol enfrenta acusação da polícia (Foto: Instagram/fcbarcelona/Reprodução)

O presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, enquanto enfrenta a crise da transferência do craque argentino Lionel Messi, está sendo investigado sobre seu relacionamento com a empresa de mídia social I3 Ventures.

Segundo matéria publicada pelo jornal espanhol El Mundo na última quinta, dia 3 de setembro, a polícia da região da Catalunha, na Espanha, apresentou um relatório à justiça acusando Bartomeu de “possíveis crimes econômicos” em busca de ganhos pessoais.

De acordo com o relatório a que o periódico teve acesso, o Barcelona pagou até seis vezes mais pelos serviços da I3 Ventures do que o normal para esse tipo de trabalho.

Desvio de milhões de reais

A empresa terceirizada foi contratada para acompanhar as contas de mídia social do clube espanhol e os relatórios sugerem que eles receberam 1,1 milhão de euros (cerca de R$ 6,9 milhões) por seu trabalho – um aumento significativo em relação à taxa praticada pelo mercado, diz o El Mundo.

A estação de rádio espanhola Cadena Ser já havia noticiado em fevereiro que a I3 Ventures também estava por trás de uma série de contas que publicavam comentários negativos sobre qualquer pessoa que se opusesse a Bartomeu, enquanto protegia a reputação do presidente do clube.

Conforme a rádio, entre os que estavam na mira das contas verificadoras de comentários, destaque para Lionel Messi e o zagueiro Gerard Pique, além de outros candidatos à presidência do Barcelona que pretendem substituir Josep Bartomeu no próximo ano.

Auditoria das mídias sociais

À imprensa espanhola, o Barça nega as acusações e cancelou o contrato com a I3 Ventures pouco depois que surgiram os boatos dessa atuação irregular da empresa e antes de sofrer uma auditoria.

Os auditores, da PWC, descobriram que o clube não pagou mais do que o valor normal, nem aprovou qualquer uma das postagens negativas nas redes sociais contra perfis como do craque argentino.

No entanto, a polícia catalã insiste – de acordo com a matéria do El Mundo – que não se pode confiar no trabalho da PWC para chegar a um veredito.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.