Falta de vitamina D aumenta risco da covid-19, sugere estudo

Cientistas encontraram uma associação entre a deficiência de vitamina D e a maior gravidade da infecção causada pelo novo coronavírus

Cápsulas de vitamina

É muito raro ter deficiência de vitamina D, já que adquirimos uma alta dose por meio da exposição ao Sol (Foto: Pixabay)

Pessoas com menos de 20 nanogramas de vitamina D por mililitro de sangue podem ter quase 200% mais chance de contrair covid-19 em comparação com os que têm nível adequado do nutriente.

Essa informação consta de um estudo publicado nesta quinta, dia 3 de setembro, no periódico científico JAMA Network Open.

A pesquisa, realizada pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, analisou 489 pessoas que foram testadas positivamente para o novo coronavírus (SARS-CoV-2) e tiveram seus níveis de vitamina D medidos durante um ano.

Deficiência associada ao maior risco de infecção

As descobertas apoiam a teoria de que baixos níveis de vitamina D (menos de 20 ng/ml) favorecem a infecção mais grave causada pelo coronavírus, além de aumentar o risco de morte, embora ainda não existam evidências de que o nutriente possa prevenir ou curar a doença.

“A vitamina D é importante para o funcionamento do sistema imunológico e os suplementos podem reduzir o risco de infecções virais do trato respiratório”, afirma o pesquisador David Meltzer, um dos autores do estudo, citado pelo site Insider.

“Nossa análise estatística sugere que isso pode ser verdade para a infecção por covid-19”, completa o cientista americano.

Descoberta não é definitiva

Os especialistas alertam que mais pesquisas são necessárias para entender se existe uma relação de causa e efeito entre a vitamina D e a redução do risco de contrair a ifnecção gerada pelo SARS-CoV-2.

“Entender se o tratamento da deficiência de vitamina D altera o risco de covid-19 pode ser de grande importância local, nacional e global. A vitamina D é barata, geralmente muito segura de tomar e pode ser amplamente dimensionada”, diz o cientista ao Insider.

É importante dizer que cerca de 80% da necessidade diária desse nutriente podem ser adquiridos pela exposição diária ao Sol, e 20% pela ingestão de alimentos de origem animal, como leite e derivados, além de fígado e peixes de águas profundas (salmão e atum).

A deficiência de vitamina D também está relacionada a doenças cardíacas, diabetes, distúrbios do sistema imunológico, certos tipos de câncer e problemas ósseos como osteoporose.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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