5 alimentos que causam inflamação

Além de doenças, como artrite, alguns alimentos também podem causar processos inflamatórios que afetam drasticamente a saúde das pessoas

Salsichas e presunto

Além de estar associado ao câncer, o consumo de carne processada pode gerar inflamação no corpo (Foto: Pexels)

Várias doenças causam inflamação no corpo, como artrite reumatoide e aterosclerose (entupimento das artérias), e alguns alimentos contribuem para o surgimento do problema.

Além do uso de medicamentos, é importante também evitar o consumo de produtos associados a processos inflamatórios.

“A inflamação é o processo do corpo lutar contra coisas que o prejudicam, como infecções, doenças, lesões e toxinas, na tentativa de se curar. Quando o corpo é danificado, ele libera substâncias químicas, desencadeando uma resposta do sistema imunológico, fazendo com que os tecidos inchem”, explica a nutricionista americana Tracy Lockwood Beckerman, em vídeo divulgado pelo site Well+Good.

Alguns alimentos, segundo a especialista, podem ajudar a prevenir inflamações, como frutas vermelhas, brócolis, cogumelos, e verduras, existem aqueles que fazem o oposto quando comidos em excesso.

A nutricionista cita cinco alimentos que desencadeiam a inflamação:

Açúcar adicionado

Quando se trata de inflamação, Beckerman diz que evitar o açúcar adicionado, muito usado na indústria alimentícia, pode fazer uma grande diferença.

“Foi demonstrado que o açúcar de mesa e o xarope de milho com alto teor de frutose aumentam os biomarcadores de inflamação no corpo”, alerta a especialista no vídeo.

Ela lembra que o excesso desse carboidrato é associado à obesidade, à resistência à insulina, a doenças cerebrais e problemas cardíacos, bem como doença hepática gordurosa e até câncer.

Açúcares refinados

Assim como o açúcar adicionado, carboidratos refinados também devem ser limitados para evitar inflamação, orienta a nutricionista americana.

“Carboidratos refinados, que têm a maior parte das fibras removidas, são proibidos quando se trata de tentar prevenir a inflamação”, diz Tracy Beckerman.

Ao ingerir alimentos ricos em carboidratos e pobres em fibras, o corpo produz mais insulina para quebrar a glicose disponível no sangue. “Com o tempo, a insulina começa a ‘perder força’, então é produzido mais e mais para fazer o mesmo trabalho”, completa no vídeo do Well+Good.

Carne processada

Há muitos motivos pelos quais a especialista recomenda evitar carne processada – a inflamação é apenas um deles.

“A carne processada tem sido associada a um aumento de doenças cardíacas, diabetes, câncer de estômago e de cólon e, claro, inflamação, porque geram produtos finais da glicação [reação química] avançada, que são compostos nocivos formados quando alimentos são cozidos em altas temperaturas”, afirma a nutricionista.

O excesso desses compostos no organismo, continua Beckerman, tem sido associado ao desenvolvimento de doenças como Mal de Alzheimer e diabetes, por isso é importante evitar o consumo de carne vermelha, especialmente a processada.

Álcool

O vinho tinto se ingerido com moderação, pode trazer benefícios para o sistema circulatório, como mostra um estudo de 2010 publicado no periódico científico Journal of Cardiovascular Disease Research.

Em contrapartida, os efeitos do excesso de álcool vão muito além de uma dor de cabeça de ressaca.

“O consumo frequente de álcool gera vários problemas, mas um dos piores é o aumento da inflamação. Quando o álcool é decomposto, são criados subprodutos tóxicos que podem danificar as células do fígado e enfraquecer o sistema imunológico”, alerta Tracy Beckerman.

Gordura trans

Sabia que a gordura trans (ou hidrogenada), muito comum na indústria de alimentos, também está associada a processos inflamatórios?

“As gorduras trans criadas pela adição de hidrogênio às gorduras insaturadas têm sido associadas a doenças cardíacas e demência ao longo do tempo. É por isso que a Food and Drugs Administration [espécie de Anvisa dos Estados Unidos] as proibiu”, afirma a nutricionista ao Well+Good.

Ela recomenda a leitura dos rótulos dos produtos, para evitar inclusive os que contenham essa gordura “escondida”, ou seja, na forma de óleos hidrogenados ou parcialmente hidrogenados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.