Câncer colorretal como de Chadwick Boseman afeta 41 mil brasileiros

O tumor no cólon do intestino pode ser tratado por meio de cirurgia, mas quando alcança o estágio IV, como foi o caso do ator, as chances de cura diminuem bastante

Chadwick Boseman - Instagram

Câncer colorretal, como o que vitimou o ator Chadwick Boseman, tem como principais fatores de risco a idade e o consumo de carne vermelha e embutidos (Foto: Instagram/chadwickboseman/Reprodução)

Câncer de intestino, ou colorretal, como o que vitimou o ator americano Chadwick Boseman, de 43 anos, intérprete do heroi Pantera Negra, da Marvel, atinge cerca de 41 mil brasileiros, segundo dados de 2020 do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Boseman descobriu ser vítima do tumor no cólon em 20916 e passou os últimos quatro anos lutando contra a doença, conforme comunicado publicado na conta oficial dele no Instagram.

Infelizmente o câncer evoluiu para o estágio IV, ou seja, ocorreu metástase e as células cancerosas se espalharam para outros órgãos, e o ator faleceu na sexta, dia 28 de agosto.

Além do longa Pantera Negra (2018), o astro de Hollywood participou de filmes de sucesso como 42 – A História de Uma Lenda Americana (2013) e Das 5 Blood (2020), dirigido por Spike Lee.

Alimentação ruim aumenta risco

De acordo com o Inca, os principais fatores de risco de desenvolvimento de câncer do intestino são:

  • Idade igual ou acima de 50 anos
  • Excesso de peso
  • Alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
  • Consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, bacon)
  • Ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 g por semana)

O instituto lembra que a doença também está ligada a histórico familiar de tumor colorretal, bem como ao tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

“Problemas inflamatórias do intestino, como doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino”, alerta o Inca em seu site oficial.

Atenção para os sinais

O instituto cita os principais sintomas do câncer de intestino:

  • Sangue nas fezes
  • Alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados)
  • Dor ou desconforto abdominal
  • Fraqueza e anemia
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Alteração na forma das fezes (muito finas e compridas)
  • Massa (tumoração) abdominal

Vale lembrar que muitos desses sinais ocorrem também em pessoas com hemorroidas, verminose, úlcera gástrica e outros, e devem ser investigados pelo médico para que seja feito o devido diagnóstico.

Cirurgia, radioterapia e quimioterapia como tratamento

Como mostra o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de intestino pode ser devidamente tratado com boas chances de cura.

A cirurgia de retirada de partes afetadas do intestino e de gânglios linfáticos (fazem parte do sistema imunológico) no abdome é a principal etapa do tratamento. Podem ser usadas também radioterapia associada ou não à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de retorno do tumor.

“O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do câncer. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas”, orienta o Inca.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.