Paciente pode ter se curado do HIV sem remédio ou transplante de medula

O caso da americana foi registrado por um estudo publicado nesta semana e pode ser o primeiro do mundo sem uso de medicamentos antirretrovirais e transplante

Vírus HIV

O vírus HIV, causador da Aids, é considerado pelos cientistas como um dos mais difíceis de tratar (Foto: Pixabay)

Segundo pesquisa publicada na quarta, dia 26 de agosto, uma mulher infectada com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) em 1992 pode ser a primeira pessoa do mundo a ser curada sem necessidade de transplante de medula óssea ou uso de medicamentos.

Em outros 63 pacientes do estudo que avaliou o controle da infecção sem remédios, o vírus causador da Aids aparentemente foi atacado pelo organismo de tal forma que não poderia se reproduzir.

A descoberta sugere que essas pessoas podem ter alcançado uma “cura funcional”.

Publicada na revista científica Nature, a pesquisa descreve o novo mecanismo pelo qual o corpo pode suprimir o HIV.

Isso gera esperança para que pessoas infectadas que fizeram terapia antirretroviral por muitos anos possam, da mesma forma, suprimir o micro-organismo e parar de tomar os medicamentos.

Primeira paciente livre da Aids?

A mulher avaliada pela pesquisa se chama Loreen Willenberg, tem 66 anos e mora na Califórnia, nos Estados Unidos.

De acordo com matéria publicada pelo jornal The New York Times, ela já é famosa entre os pesquisadores porque seu corpo suprimiu o vírus HIV por décadas após a infecção ter sido verificada.

Apenas outras duas pessoas – Timothy Brown, de Palm Springs, Califórnia, e Adam Castillejo, de Londres, na Inglaterra – foram declaradas curadas do HIV. Os homens foram submetidos a um extenuante transplante de medula óssea, que os deixou com um sistema imunológico resistente ao vírus.

Tratamento para o vírus

Como mostra o jornal americano, os transplantes de medula óssea são arriscados para serem usados uma opção para a maioria das pessoas infectadas pelo HIV, mas aumentam a esperança de que a cura seja possível.

Em maio, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) relataram ter conseguido eliminar o HIV do organismo de um paciente após ser tratado com um coquetel intensificado de vários remédios, sem a necessidade de transplante.

Conforme o estudo, a terapia antirretroviral reforçada combinada com a forma ativa da vitamina B3 permite afirmar que o paciente pode ser considerado livre do vírus, embora outros voluntários não tenham apresentado o mesmo resultado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.