Estados Unidos criam força tarefa para investigar óvnis?

Governo americano instaurou em agosto a Força-Tarefa de Fenômenos Aéreos Não-Identificados depois da repercussão dos vídeos de óvnis capturados por pilotos da Marinha

Vídeo de Óvni da Marinha dos EUA

Após a repercussão dos vídeos de óvnis capturados por pilotos da Marinha dos EUA, governo americano cria força tarefa para avaliar fenômenos aéreos não-identificados (Foto: YouTube/CNBC Television/Reprodução)

No final de abril, o mundo foi pego de surpresa com a divulgação pela Marinha dos Estados Unidos de três vídeos mostrando pilotos encontrando objetos voadores não-identificados.

A liberação das imagens confidenciais se deu depois que o jornal americano The New York Times realizou matérias sobre o tema e o centro de pesquisa To The Stars Academy chegou a publicar as gravações até então não-autorizadas.

Os vídeos de Fenômenos Aéreos Não-Identificados, como foram classificados os Objetos Voadores Não-Identificados (óvnis) pelo Departamento de Defesa dos EUA, foram gravados em novembro de 2004 e em janeiro de 2015. Todos capturados por jatos Super Hornet da Marinha com pilotos utilizando a tecnologia Forward-Looking Infrared (FLIR), hardware que detecta calor em forma de imagens.

Confira abaixo os famigerados vídeos liberados pelo governo americano:

Criação de força-tarefa

No início de agosto, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou a criação de uma força-tarefa para analisar e compreender a “natureza e a origem” dos Fenômenos Aéreos Não-Identificados (Unidentified Aerial Phenomenas ou UAPs).

A Subsecretaria de Defesa de Inteligência e Segurança da Marinha comandará a Força-Tarefa de Fenômenos Aéreos Não-Identificados.

“O Departamento de Defesa criou a força tarefa para melhorar sua compreensão e obter uma visão sobre a natureza e a origem das UAPs. A missão da força-tarefa é detectar, analisar e catalogar UAPs que possam representar uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”, informa o governo americano no comunicado de lançamento da força tarefa.

De acordo com o próprio departamento, “quaisquer incursões de aeronaves não autorizadas em nossos campos de treinamento ou espaço aéreo designado são levadas muito a sério”.

Não significa estudo de óvnis

“Não acho que a força tarefa seja tão significativa quanto algumas pessoas estão sugerindo. É apenas uma resposta a toda a publicidade gerada por To The Stars Academy vazando os três vídeos infravermelhos da Marinha, que o Pentágono divulgou posteriormente”, comenta o escritor americano e crítico dos óvnis Robert Sheaffer, em entrevista ao site Live Science.

Ele lembra que as forças armadas americanas criam uma força-tarefa quando é preciso lidar com uma situação ou problema específico.

Portanto, a expectativa é que sejam criados relatórios e recomendações a respeito do assunto e, quando o trabalho estiver concluído, a força tarefa é dissolvida.

“Portanto, isso não é algo aberto e prolongado, como o Projeto Livro Azul. Não sugere um interesse contínuo do governo em objetos não-identificados”, afirma Sheaffer ao site.

Conduzido pela Força Aérea dos Estados Unidos, o Projeto Livro Azul catalogou e estudou casos de óvnis registrados em território americano entre os anos de 1952 e 1970.

Caso o fenômeno invada áreas militares

Para quem não sabe, existem as chamadas áreas de operações militares que são claramente identificadas em mapas de navegação e as aeronaves civis geralmente devem evitá-las.

A maioria dos comentários recentes do Pentágono sobre “objetos não-identificados” mencionam “incursões de alcance”, segundo Robert Sheaffer, ou seja, objetos desconhecidos que parecem entrar em uma dessas áreas de operações.

“Então, parece que os militares estão preocupados com objetos não-identificados que possam se intrometer numa de suas áreas de teste. Se objetos aparecerem em outro lugar, os militares não vão se importar”, comenta o escritor ao Live Science.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.