Fake news sobre Covid-19 já mataram 800 pessoas no mundo

Estudo internacional revela que a desinformação sobre o novo coronavírus, disseminada nas redes sociais, causou a hospitalização de quase seis mil pessoas

Vírus

Grupo internacional de cientistas alerta que fake news e desinformação sobre a Covid-19 já mataram 800 pessoas (Foto: Pixabay)

Segundo estudo realizado por uma equipe internacional de cientistas, de janeiro a março de 2020, pelo menos 800 pessoas morreram em todo o mundo devido às fake news (notícias falsas) e à desinformação relacionada ao novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Publicado no periódico científico American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, o estudo descobriu ainda que cerca de 5.800 pessoas foram internadas em hospitais devido a informações falsas encontradas nas redes sociais.

De acordo com o artigo, muitas delas morreram após consumir metanol (tipo de álcool extremamente tóxico) ou produtos de limpeza. Elas acreditavam que esses compostos seriam uma cura para a Covid-19.

No início do ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a alertar que a desinformação era tão perigosa quanto o coronavírus e que também estava se espalhando de forma rápida no mundo.

Fake news levando à morte

Os cientistas acreditam que a maioria das vítimas seguiu conselhos que pareciam ser informações médicas confiáveis, como comer grandes quantidades de alho ou ingerir muita vitamina, na tentativa de prevenir infecções. Algumas pessoas até beberam substâncias controversas como urina de vaca.

Todas essas ações tiveram “implicações potencialmente graves” na saúde das vítimas, dizem os pesquisadores no artigo recém-publicado.

O estudo conclui que é responsabilidade das agências internacionais, dos governos e das próprias redes sociais lutar contra a dissipação das fake news.

Conspiração contra a vacina da Covid-19

Atualmente, temos três potenciais vacinas para evitar a propagação da Covid-19:

  • A chinesa Sinovac, que está sendo analisada no Brasil pelo Instituto Butantan, de São Paulo
  • A da Universidade de Oxford, do Reino Unido, que está sendo testada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro
  • A criada pela parceria entre as empresas farmacêuticas Pfizer (EUA) e BioNTech (Alemanha)

O problema é que existe uma ameaça adicional gerada pelos ativistas antivacinas, que usam as redes sociais para persuadir as pessoas a não se protegerem.

Apesar das empresas que controlam as mídias sociais removerem ou rotularem como enganosas algumas informações sobre vacinas, pesquisas recentes nos Estados Unidos mostram que 28% dos americanos acreditam que Bill Gates (fundador da Microsoft) deseja usar vacinas para implantar microchips em pessoas.

(com emissora britânica BBC)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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