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Fazer chá usando micro-ondas não é o ideal

Você gosta de tomar chá? Então saiba que faz diferença aquecer a água da bebida no fogão ou no micro-ondas.

Um estudo realizado pela Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrônica da China tentou reproduzir no forno de micro-ondas os efeitos do aquecimento gerado pela convecção (chama do fogão).

Diferença no aquecimento

Normalmente, quando um líquido está sendo aquecido no fogo, o recipiente esquenta de baixo para cima, devido ao processo de convecção: o líquido do fundo do recipiente aquece, fica menos denso e sobe para o topo, permitindo que uma parte mais fria entre em contato com a fonte de calor.

Esse processo realizado pela chama do fogão resulta numa temperatura uniforme em todo o recipiente, propiciando um chá de melhor qualidade.

Já dentro do micro-ondas, a radiação eletromagnética atua em todos os lugares. Como o recipiente está sendo aquecido de todos os lados, não ocorre o efeito de convecção. Com isso, o líquido do topo acaba ficando mais quente do que o do fundo do recipiente, afetando a produção do chá.

Transformando o micro-ondas em “fogão”

Na pesquisa publicada na revista científica AIP Advances no dia 4 de agosto, os cientistas chineses decidiram fazer com que a radiação eletromagnética dentro do micro-ondas gerasse o efeito da convecção.

Para tanto, foi usada uma placa de prata ao longo da borda de um copo, protegendo a superfície do líquido dos efeitos da radiação.

Segundo os pesquisadores, a prata atua como um guia para as ondas, reduzindo o campo elétrico no topo e bloqueando efetivamente o aquecimento. Isso acaba gerando um processo de convecção semelhante ao realizado pela chama do fogão, resultando numa temperatura mais uniforme.

Não vale para sólidos

De acordo com o pesquisador Baoqing Zeng, um dos autores do artigo, em entrevista para o site EurekAlert, os materiais sólidos não sofrem convecção, então fazer com que suas partes esquentem uniformemente é um desafio completamente diferente.

“Para sólidos, não há uma maneira simples de projetar uma tigela ou um prato para obter um resultado de aquecimento melhor. Podemos mudar a distribuição da radiação, mas a mudança é muito pequena, então a melhoria é limitada”, esclarece o cientista chinês.

Ele está pesquisando formas de melhorar a não uniformidade do aquecimento de alimentos sólidos no micro-ondas, mas, conforme Zeng diz ao site, os métodos são “atualmente muito caros para uso prático”.

João Paulo Martins

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