Cientistas descobrem enzima que causa o mau cheiro do suor

O fedor típico da sudorese provém de uma enzima liberada por um grupo específico de bactérias

O mau cheiro do suor humano é causado por uma enzima bacteriana que leva à produção de tioálcool (Foto: Pexels)

Você costuma ficar com a roupa molhada de suor depois de se exercitar ou simplesmente quando sai de casa num dia muito quente? Sem a ajuda do desodorante, as axilas ficam com um cheiro nada agradável.

Esse mau odor da sudorese é devido á ação de bactérias existentes em nosso corpo, e isso, já era sabido. Agora, cientistas da Universidade de York, no Reino Unido, descobriram a substância responsável pelo cheiro ruim.

“O odor corporal é uma característica do Homo sapiens, porém seu papel no comportamento e na evolução humana é pouco conhecido. […] Descobrimos uma enzima bacteriana, específica dos estafilococos geradores de cheiro, que é capaz de quebrar moléculas inodoras que viram tioálcool, um dos componentes mais pungentes do odor corporal”, afirmam os cientistas no artigo publicado no dia 27 de julho na revista científica Scientific Reports, do grupo Nature.

Esta não é a primeira vez que os pesquisadores britânicos analisam o cheiro causado pelo suor humano. Eles haviam identificado anteriormente espécies de micróbios responsáveis ​​por produzir grande parte do odor do corpo humano.

Enzima causadora do mau cheiro

“Demonstramos, usando filogenética, bioquímica e biologia estrutural, que a enzima chamada cisteína-tiol-liase é dependente do fosfato de piridoxal [ou PLP, uma coenzima] que evoluiu junto a um grupo de estafilococos causadores de odor há cerca de 60 milhões de anos, adaptando sua função aos precursores de tioálcool em humanos”, esclarecem os cientistas da Universidade de York.

Além de descobrir a ação da enzima cisteína-tiol-liase, o estudo também conseguiu identificar sua estrutura molecular dentro das bactérias. “Este é um avanço fundamental no entendimento de como o odor corporal funciona e permitirá o desenvolvimento de inibidores que interrompam a produção da enzima”, diz a pesquisadora Michelle Rudden, uma das autoras, em comunicado publicado pelo site Eureka Alert.

Ainda segundo a cientista, ao se detalhar a ação da enzima responsável pelo fedor do suor humano, é possível realizar um combate mais eficaz sem afetar outros micróbios durante esse processo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.