Sangues A e AB são mais propensos a ter complicações da covid-19?

Estudo da Universidade de Harvard esclarece informação que vem circulando nas redes sociais sobre tipo sanguíneo e supostos problemas causados pelo coronavírus

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Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, não há relação entre tipo sanguíneo e complicações da covid-19 (Foto: Pixabay)

Ao contrário do que vem circulando nas redes sociais, especialmente no WhatsApp, o tipo sanguíneo não está associado ao agravamento dos sintomas da covid-19, afirmam pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

As descobertas, publicadas na revista científica Annals of Hematology no início de julho, mostram que indivíduos com tipos sanguíneos A e AB e Rh positivo não são mais propensos a dar positivo para a doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

“Mostramos que não há razão para acreditar que determinado tipo sanguíneo causa maior gravidade da doença, com necessidade de intubação ou mesmo levando à morte”, afirma a pesquisadora Anahita Dua, da Escola de Medicina de Harvard, uma das autoras do estudo, em texto publicado no site da universidade.

Essas evidências devem ajudar a descartar relatos de uma possível associação entre o tipo sanguíneo A e um risco maior de infecção e mortalidade por covid-19.

A pesquisa avaliou 1.289 pacientes adultos sintomáticos, que tiveram resultado positivo para coronavírus e tiveram seu grupo sanguíneo documentado. Eles estavam internados em cinco hospitais da região de Boston (EUA) entre março e abril deste ano.

Sem conexão com a covid-19

“Levamos em conta a inflamação sistêmica causada pela covid-19, que pode levar a morbidade e morte. Descobrimos, no entanto, que os marcadores de inflamação permaneceram semelhantes nos pacientes infectados, independentemente do tipo sanguíneo”, esclarece Anahita Dua.

Curiosamente, o estudo de Harvard descobriu que pessoas com os tipos sanguíneos B e AB apresentaram mais chances de terem testes positivos para o coronavírus. Além disso, pacientes sintomáticos com sangue tipo O eram menos propensos a dar positivo.

“Essas descobertas precisam ser mais exploradas para determinar se há algo inerente a esses tipos sanguíneos que possa conferir proteção ou induzir riscos em indivíduos”, afirma a cientista americana.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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